Alguns destaques orientadores para animar a conversa sobre o Inconsciente Intérprete, tema da I Preparatória para o XXVI Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, Barulhos da língua: a interpretação entre a fala e a escrita.

 

“Se o inconsciente interpreta, o que resta, então, para o analista fazer?”

Jacques-Alain Miller
La fuga del sentido


“Fazer ressoar, fazer alusão, subentender, silenciar, fazer oráculo, citar, fazer enigma. meio-dizer, revelar – quem faz isso? Quem o faz melhor? Quem maneja essa retórica desde nascença, enquanto você se esforça para aprender rudimentos dela? Quem? – a não ser o próprio inconsciente.

Jacques-Alain Miller
A interpretação pelo avesso


“O que ainda chamamos ‘interpretação’, muito embora a prática analítica seja sobretudo pós-interpretativa, certamente revela, mas o quê? – apenas uma opacidade irredutível na relação do sujeito com lalíngua”.

Jacques-Alain Miller
A interpretação pelo avesso


“Não se trata de saber se a sessão é breve ou longa, silenciosa ou falante. Ou a sessão é uma unidade semântica, onde S2 vem pontuar a elaboração – delírio a serviço do Nome-do-Pai – muitas sessões se constituem dessa forma. Ou a sessão analítica é uma unidade a-semântica reconduzindo o sujeito para a opacidade de seu gozo. Isso supõe que antes de ser encerrada, deve ser cortada”.

Jacques-Alain Miller
A interpretação pelo avesso


“… podemos admitir que o sonho, o lapso, o chiste, isso se lê”.

Jacques-Alain Miller
El ultimísimo Lacan


“O psicanalista só consegue acertar o alvo se ele estiver à altura da interpretação operada pelo inconsciente, já estruturado como uma linguagem. (…) É preciso dar todo o seu lugar à barra que separa as duas dimensões [significante e o significado] e permite a topologia da poética. A função poética revela que a linguagem não é significação, mas ressonância, e evidencia a matéria que, no som, excede o sentido”.

Éric Laurent
A interpretação: da escuta ao escrito

 

 

SUGESTÕES DE LEITURA:

Jacques-Alain Miller:

A interpretação pelo avesso. Opção Lacaniana, n.15. São Paulo: Eolia, abril de 1996.

Nosso sujeito suposto saber. Opção Lacaniana, n. 47. São Paulo: Eólia, dezembro de 2006.

El ultimissimo Lacan. Buenos Aires: Paidós, 2013. Lección 2 de mayo del 2007.

Os trumains. Lição de 2 de maio de 2007 do curso de J.-A. Miller « A orientação lacaniana. O ultimíssimo Lacan » (2006-2007), ensino pronunciado no âmbito do Departamento de Psicanálise da Universidade Paris VIII. Versão estabelecida por Pascale Fari. Disponível em: http://bit.ly/4fA24Mr

A palavra que fere. Opção Lacaniana, n. 56/57. São Paulo: Eólia, julho de 2010

La fuga del sentido. Buenos Aires Paidós, 2012.

 

Éric Laurent:

A interpretação ordinária. Arteira. Florianópolis: EBP – Seção Santa Catarina, n. 9, 2017. Disponível em: http://revistaarteira.com.br/images/pdf/Arteira-9.pdf

A Interpretação: da escuta ao escrito. Revista Correio, n. 87. São Paulo: Escola Brasileira de Psicanálise, abril de 2022.

 

Serge Cottet:

O declínio da interpretação. Ensaios de clínica psicanalítica. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2011.

 

Pierre-Gilles Guéguen:

La interpretación lacaniana. Revista Freudiana, n. 64. Barcelona, ELP-Catalunya, 2012. Disponível em: https://freudiana.com/la-interpretacion-lacaniana/

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