O trauma de lalíngua e a interpretação[1] 

Hebe Tizio (ELP/AMP)

 

O trauma e o desamparo originário 

A psicanálise explicou durante muito tempo o chamado trauma do nascimento pela separação do corpo materno. Lacan redefiniu esse momento, uma vez que a referida separação implica que o sujeito é absorvido pelo simbólico. Isso significa que ele se confronta com palavras cuja materialidade se mostra excessiva diante desse desamparo primário e que, por isso, marcam traumaticamente o ser vivente.

Freud[2] utilizou a palavra Hilflosigkeit para designar o desamparo originário, no qual o sujeito depende do Outro para satisfazer suas necessidades primárias. Considerava que esse desamparo deixava marcas indeléveis e se expressava como angústia automática toda vez que uma situação traumática se fazia presente.

Na leitura lacaniana, a Hilflosigkeit diz respeito à desproteção diante do gozo, mas não apenas em relação ao pulsional, como também em relação ao simbólico. Remete, além disso, à falta de proporção entre significante e significado, ao fato de que a palavra não diz o real, à fuga do sentido…

Lacan assinala que: “Ante a presença primitiva do desejo do Outro como obscuro e opaco, o sujeito encontra-se sem recursos, hilflos. A Hilflosigkeit — emprego o termo de Freud — diz-se em francês détresse, desamparo do sujeito. Ali se encontra o fundamento do que, na análise, foi explorado, experimentado e situado como a experiência traumática.”[3]

Para Freud, a angústia se produz como um sinal no eu, com base na Hilflosigkeit[4]. Lacan acrescenta que basta um elemento para defini-la plenamente e é o ponto em que o sujeito se vê castrado, confrontado com o Outro, com maiúscula.

Na Hilflosigkeit, o sujeito está transbordado por uma situação que irrompe e à qual não pode se enfrentar. Entre aquilo que perturba e a fuga, Freud situa a Erwartung, expectativa, que põe em evidência que a angústia é o modo radical sob o qual se mantém a relação com o desejo[5]. A angústia seria tanto expectativa do trauma quanto repetição minguante do mesmo[6].

O traumatismo primário relaciona-se com o encontro com A barrado, que se lê como não há relação sexual. Essa afirmação é secundária em relação ao Há do Um, que traz a questão do gozo em primeiro plano. Diante desse ponto, o simbólico fracassa, pois não alcança a tratá-lo pela via da representação[7]. A resposta ao traumático do real não vem do lado da representação, mas do sintoma.

O traumático das palavras é que elas fazem furo, dando lugar ao inassimilável. Inassimilável porque não entra na cadeia associativa, por isso, o inassimilável é aquilo que se repete. Não faz laço, não se elabora.

Algumas palavras tornam-se traumáticas ao acaso, e tocam um sujeito desprotegido, absorvido pelo simbólico. Desproteção, então, diante do furo da foraclusão generalizada, onde nada resta além da invenção. Diante do furo do real[8]troumatisme, inventa-se um “truque” para preenchê-lo. A invenção torna-se necessária, e cada um inventa o que pode; é isso que se enoda.

Essa marca orienta o funcionamento do ser falante, e é sob transferência analítica que a invenção construída em torno do furo pode ser revisitada. 

Lalíngua

Lalíngua é a integral dos equívocos que nela persistem, como precisa Lacan em O Aturdito[9], e civiliza o gozo, permitindo que o corpo goze dos objetos, do objeto a como núcleo elaborável do gozo, mas que somente depende da existência do nó, das três consistências dos toros que o constituem[10].

Para Lacan, lalíngua mostra, já em sua própria grafia, ao obturar o intervalo de separação, que se trata de algo anterior à sua organização sintática e gramatical.

Lalíngua não se situa no registro da comunicação, mas no gozo. O inconsciente é feito de lalíngua; é um saber-fazer com ela[11]. Lalíngua produz efeitos porque “apresenta toda sorte de afetos que restam enigmáticos”.

“Esses afetos são o que resulta da presença de alíngua no que, de saber, ela articula coisas que vão muito mais longe do que aquilo que o ser falante suporta de saber enunciado.”

A linguagem permanece como um recorte sobre lalíngua, ao passo que esta mostra que o significante serve para o gozo. Algo acontece ao corpo por efeito de lalíngua, o corpo fica afetado, marcado. O inconsciente é um saber-fazer com lalíngua e, por isso, está sujeito ao equívoco.

Freud imaginava que o núcleo traumático era o verdadeiro, mas Lacan assinalou que ele não tinha existência, pois a única coisa que existe é a aprendizagem de lalíngua[12]. Trata-se, em certa medida, de um paradoxo já que ela humaniza, mas, ao mesmo tempo, deixa uma profunda desarmonia diante da qual opera a invenção, que se aferra ainda mais a lalíngua, já que dela não se pode sair.

É importante observar as defesas construídas diante do traumático de lalíngua. Por um lado, a tela do fantasma funciona como um véu que encobre sua função na repetição. É o que Lacan assinala no Seminário XI em relação à sua invenção: “O lugar do real, que vai do trauma à fantasia — na medida em que a fantasia nunca é senão a tela que dissimula algo de absolutamente primeiro, de determinante na função da repetição —aí está o que precisamos demarcar agora.”[13]

O fantasma é definido como a sugestão do imaginário pelo simbólico, ao passo que o simbólico está associado ao real pelo fantasma. Em 1977[14], Lacan assinala que o fantasma dá matéria à poesia, já que é um argumento que toca o corpo, que o sugestiona. A poesia implica uma relação direta do significante com o corpo, remetendo à pulsão como um “eco de um dizer no corpo”[15].

Outra invenção é o sintoma, já que ele vai justamente ali onde a relação sexual não pode ser escrita. A existência funda-se a partir do furo da estrutura e, a partir daí, escreve-se o sintoma[16]. A falha do simbólico produz efeito de sintoma no real.

Mais interessante, porém, é pensar essa questão pelo lado do nó. O ponto de partida são os registros desenodados, o corpo fragmentado, a linguagem anterior à sintaxe…, que requerem um enodamento capaz de organizar um funcionamento defensivo em relação ao traumático inicial de lalíngua. De que instrumento o sujeito se serve para essa tarefa? Dos três registros e do sinthoma como quarto elemento que enoda; mas isso deve ser examinado caso a caso. O nó é um tratamento de lalíngua pelo entrelaçamento dos registros, que deixam os furos necessários para novas invenções.

Lalíngua aponta para a palavra tomada materialmente, isto é, foneticamente. Os esforços de Lacan para formular a questão da interpretação conduzem às suas últimas elaborações, assentadas sobre os efeitos do trauma causados por lalíngua e sobre a defesa subjetiva tecida com o mesmo material. Daí que a interpretação se aproxime de falar essa lalíngua para furar o sentido fixado.

A interpretação

Lacan abordou a questão da interpretação ao longo de todo o seu ensino, elaborando as modificações que acompanharam seus próprios avanços.

Num primeiro momento, o predomínio do simbólico marca a questão da interpretação. Em “Função e campo…”[17], trata-se da interpretação pela simbolização, de uma “ressonância semântica”; trata-se de uma operação do significante sobre o próprio significante. Posteriormente, Lacan introduzirá o objeto a, que aparece como heterogêneo ao significante.

Lacan assinala que existem regras da interpretação, mas que isso não é uma questão própria da psicanálise. As regras da interpretação são formuladas por outros discursos, como é o caso da religião.

O sintagma “saber ler”, que Lacan sempre colocou em evidência, remete à questão da interpretação. Freud[18], em A interpretação dos sonhos, toma partido pelas duas teorias da leitura formalizadas em torno do Livro: a leitura literal e a simbólica.

No Seminário XVII[19], Lacan faz referência ao Midrash como exemplo de “saber ler”, já que faz o texto responder às interrogações que lhe são colocadas.

É nesse ponto que aparecem a citação e o enigma. O enigma é uma enunciação que não corresponde a nenhum enunciado; é um mi-dire, (meio-dizer), e cabe ao ouvinte formular o enunciado. A referência a Édipo e à Quimera se faz presente para apontar que formular esse enunciado não é sem consequências. A citação, por sua vez, é um enunciado que deve referir-se ao nome de um Outro para fazer surgir a enunciação.

A interpretação é definida como um saber enquanto verdade, e o enigma e a citação são dois registros que participam do mi-dire e constituem o medium da interpretação.

Se, na exegese hebraica, o enigma é tomado do texto, na experiência analítica ele é tomado da trama discursiva do analisante. O mesmo ocorre com a citação, que requer situar o contexto e convoca o autor.

A verdade, tributária do mi-dire, tanto no Midrash quanto no discurso analítico, possui, entretanto, um estatuto diferente. Para o discurso religioso, A Verdade existe, contudo, devido à fragilidade humana, ela só pode ser reencontrada parcialmente, permanecendo apenas do lado da mística cabalística a possibilidade de um acesso pleno.

No Midrash trata-se de uma leitura ao pé da letra, que põe em jogo a materialidade significante para fazer surgir um plus de significação. As leis da interpretação põem em jogo a homofonia, a gramática e a lógica, questão que nos remete ao Lacan de O Aturdito.

Com isso, Lacan marca claramente que não se trata de alienar o analisante aos significantes do Outro, mas de fazer surgir algo que não está explicitado no “texto” — um plus—, o saber ou a enunciação latentes.

Do lado da exegese cristã, a monumental obra de Henri de Lubac[20]Exégèse Médiévale, esclarece que o sentido, na Idade Média, estrutura-se de acordo com a teoria tradicional do triplo ou quádruplo sentido.

A interpretação alegórica suprime as contradições entre os dois Testamentos. O problema que se coloca é que a interpretação alegórica não se legitima por si mesma, daí a necessidade da Igreja como garante. Trata-se da fé e da obediência à autoridade infalível da Igreja.

A exegese católica abre, por meio da interpretação, a dimensão da recuperação de um sentido oculto na letra. A primazia do Espírito sobre o significante seria sua expressão, e o significante tornar-se-ia o meio de uma possível revelação de algo que lhe é anterior.

A Escritura conteria a palavra de Deus e, portanto, seria inesgotável; por isso, a interpretação constituiria uma tarefa infinita. 

A interpretação borromeana

Uma mudança fundamental ocorre no último ensino de Lacan: já não se trata da lógica, mas de lalíngua. A disjunção entre o real e o sentido passa ao primeiro plano, colocando uma série de questões no que diz respeito à interpretação.

Como assinala Miller, a noção de algoritmo é destruída pela afirmação de que só se pode mentir sobre o real, de que há uma inadequação entre o significante e o gozo[21]. Como a interpretação afeta o sintoma? Se permanecemos no registro da comunicação, não há saída. Por isso, Lacan remete à poesia, na qual o significante produz tanto efeito de sentido quanto efeito de furo.

O ponto de dificuldade é que se inventa sentido para tamponar o furo traumático. Trata-se de uma interpretação que permanece cristalizada. Então, o que fazer com a interpretação analítica? Sobrepor um novo sentido, caminhando para sua infinitização, ou tentar furar essa fixação…

Miller[22] trabalha o par efeito de sentido – efeito de furo em relação à interpretação. O efeito de sentido remete à palavra, entre o imaginário e o simbólico; o furo é sem sentido e situa-se entre o simbólico e o real. A interpretação se sustentaria na função do furo, “seria uma espécie de forçamento pelo qual um psicanalista pode fazer soar outra coisa que não o sentido[23].

Lacan[24] assinala que, com a ajuda da escrita poética, se poderia alcançar a dimensão do que seria a interpretação, na medida em que ela faria funcionar “outra coisa” pela via da ressonância.

Embora Lacan fale de ressonância do início ao fim de seu ensino, há uma mudança: trata-se da passagem da ressonância semântica para a ressonância produzida pelo furo.

A poesia funda-se sobre a ambiguidade do duplo sentido e constitui uma violência feita à língua, mais precisamente ao uso cristalizado da língua. Por isso, não se trata do efeito de sentido da poesia, mas de seu efeito de furo. Uma interpretação justa extingue um sintoma porque esvazia um sentido, o que especifica a verdade como poética, isto é, furada, meio-dita.

Lalíngua encontra-se fora da gramática, da sintaxe… e se abre a todos os equívocos. Por isso, a interpretação como equívoco procura aproximar-se do funcionamento de lalíngua, porque é isso que o inconsciente, feito dessa matéria, “entende”.

Como assinalou Miller, a lei da palavra é o reconhecimento; a lei do significante é o equívoco, isto é, a arbitrariedade do sentido, porque faz surgir o múltiplo[25].

Lacan situa três pontos nodais onde os equívocos se concentram. Trata-se da homofonia, da gramática e da lógica[26].

Lalíngua aponta para a palavra tomada materialmente, isto é, foneticamente[27]. No que se diz há o som, e isso concerne ao inconsciente, já que permite sua entrada no discurso. O sonoro deve consonar com aquilo que é do inconsciente[28]. Por isso, ao interpretar, produz-se com o sintoma uma circularidade. Sintoma e inconsciente: vis sans fin, circularidade; há um furo, a Urverdrängung, porque há o nó e um real que permanece no fundo[29].

No Seminário XXIV[30], Lacan cita o livro A escrita poética chinesa[31], de François Cheng, como referência para compreender o que poderia ser a interpretação analítica. Ali fala do forçamento necessário para fazer ressoar outra coisa que não o sentido, já que este tampona.

Não se trata, sem dúvida, de fazer poesia, mas de inspirar-se em algo da ordem da poesia para fazer funcionar outra coisa, onde som e sentido se unem estreitamente. Vale lembrar que os poetas chineses recitam seus poemas de maneira cantada…

Cheng[32] escreve sobre duas leis da estética chinesa: a do “sopro rítmico” e a oposição “vazio-plenitude”.

O “sopro rítmico”: segundo a tradição, uma obra autêntica deve mergulhar o homem na corrente vital.

“Daí a importância concedida ao ritmo, importância tal que o ritmo possui valor sintático e, em certos casos, ainda substitui qualquer outra forma de sintaxe.”

A oposição “vazio-plenitude”: o uso das palavras plenas (verbos e substantivos) e das palavras vazias (pronomes pessoais, preposições etc.), pela via da omissão das palavras vazias e do uso destas como palavras plenas, produz uma “oposição interna na língua e um desarranjo na natureza dos signos. Disso resulta uma linguagem depurada, mas livre; desnaturada, mas soberana, que o poeta molda para seu próprio uso.”

Cheng[33] esclarece que o Tao designa o vazio original de onde emana o sopro primordial, que é o Um. O Um divide-se em dois sopros vitais, o Yin e o Yang. No coração dos dois intercala-se o Três, que é o vazio médio. Esse vazio médio é uma entidade dinâmica que permite que os dois interajam e se transformem mutuamente. Se ele falta, Yin e Yang não podem funcionar, o que demonstra a importância do terceiro, que, de fato, faz existir o dois.

O vazio[34] é, assim, um elemento dinâmico e operante; é o lugar das transformações e possui uma função ativa. É o estado supremo da origem e o elemento central no mecanismo do mundo das coisas.

Como assinala Laurent[35], o uso correto do vazio médio constitui uma espécie de versão do litoral que separa duas coisas que não dispõem de nenhum meio para unir-se nem para passar de uma à outra. Ele inscreve o litoral como borda de todo saber possível. Daí a necessidade de transformá-lo em um vazio operante. Abre-se, assim, a possibilidade de sustentar o real e o sentido a partir do lugar do analista.

A referência à poesia em relação à interpretação borromeana introduz uma dúvida sobre o sentido. Isso leva Lacan a tomar como ponto de partida a conexão entre S1 e S2, e propõe modificá-la para precisar o efeito poético. Com efeito, S2 deve ser entendido não como sucessor de S1, mas como remetendo a uma duplicidade de sentido, qualificando esse efeito como imaginariamente simbólico. De certo modo, trata-se de uma forma de escrever o equívoco[36]. O simbolicamente imaginário corresponde ao uso corrente da língua, sem violência; trata-se do sentido.

Miller assinala que, no modelo poético que Lacan propõe para esta interpretação que denomina borromeana, trata-se da eliminação de um sentido e de sua substituição por uma significação que é uma palavra vazia, isto é, um efeito de furo.

“A interpretação é, propriamente, o forçamento pelo qual, a partir de um sentido sempre comum, pode ressoar uma significação que é apenas vazio, vazio somente sob a condição de nos dedicarmos a ela.”[37]

 

Tradução: Paula Nathalie Nocquet

[1] Texto publicado originalmente na Revista El Psicoanálisis, n. 38. Barcelona: ELP, novembro de 2021.
[2] Freud, S. Inibição, sintoma e angústia (1926-2026). Obras incompletas de Sigmund Freud. Tradução Pedro Heliodoro e Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2026.
[3] Lacan, J. O Seminário, livro 6: o desejo e sua interpretação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2016, p.26.
[4] Ibid. p. 27.
[5] Lacan, J. O seminário, livro 8: a transferência (1960-1961). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1992. p.353
[6] Freud, S. Inibição, sintoma e angústia (1926-2026). Obras incompletas de Sigmund Freud. Tradução Pedro Heliodoro e Maria Rita Salzano Moraes. Belo Horizonte: Autêntica, 2026.
[7] Laurent, E. O trauma ao avesso. In: Papéis de psicanálise, vol. 1, n. 1. Instituto de psicanálise e
saúde mental de Minas Gerais, abril de 2004.
[8] Lacan, J. O seminário livro 21. Os não-tolos erram. Aula 19 de fevereiro de 1971, inédito.
[9] Lacan, J. “O Aturdito”. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2003, p.492
[10] Lacan, J. A Terceira. Em: A terceira; Teoria da lalíngua/Jacques Lacan e Jacques-Alain Miller. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2022.
[11] Lacan, J.  O Seminário: Livro 20: mais, ainda (1972-1973). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p.190
[12] Lacan, J. O Seminário 24: L’insu que sait de l’une-bevue s’aile a mourre. Aula 19 de abril de 1977. Inédito.
[13] Lacan, J. O Seminário, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanálise (1964). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1985, p. 61.
[14] Lacan, J. O seminário 25: Momento de concluir. Aula de 20 de dezembro de 1977. Inédito.
[15] Miller, J.-A. El ultimísimo Lacan. Buenos Aires: Paidós, 2006, p.132.
[16] Lacan, J. O Seminário, livro 23: O sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
[17] Lacan, J. Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise (1953). Em: Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.
[18] Freud, S. A interpretação do sonho. Obras incompletas de Sigmund Freud. Belo Horizonte: Autêntica, 2025.
[19] Lacan, J. O seminário, Livro 17: o avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,1992.
[20] Lubac, Henri de. Exégèse médiévale, les quatre sens de l’écriture. Paris: Aubier, 1979.
[21] Miller, J.-A. El ultimísimo Lacan. Buenos Aires: Paidós, 2006, p.162
[22] Ibid. p.167.
[23] Lacan, J. O Seminário, livro 24: L’insu que sait de l’une-bevue s’aile a mourre. Aula 19 de abril de 1977. Inédito.
[24] Ibid.
[25] Miller, J.-A. La fuga del sentido. Buenos Aires: Paidós, 2012.
[26] Lacan, J. “O Aturdito”. Em: Outros escritos. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 493
[27] Miller, J.-A. El ultimísimo Lacan. Buenos Aires: Paidós, 2006, op.cit.
[28] Lacan, J. “Conferences et entretiens”. Scilicet, 6/7. Paris: Seuil. 1976. p. 50.
[29] Ibid., p.5
[30] Lacan, J. O Seminário, livro 24: L’insu que sait de l’une-bevue s’aile a mourre. Aula 19 de abril de 1977. Inédito.
[31] Cheng, F. La escritura poética china. Valencia: Pre-Textos, 2007.
[32] Ibid. p.26-27.
[33] Cheng, F.  Lacan e o pensamento chinês. Derivas analíticas. Belo Horizonte: EBP-MG, n.5, p. 0-0, nov. 2016. DIsponível em: https://revistaderivasanaliticas.com.br/index.php/chines
[34] Cheng, F. Vacío y plenitud. Siruela, Madrid 1993. pp. 39 y 44. Cheng, François. O sorriso de Jacques Lacan. Correio. São Paulo: EBP, n.85, p. 9-19, abr. 2021.
[35] Laurent, E. A carta roubada e o voo sobre a letra. Correio, Revista da Escola Brasileira de Psicanálise, São Paulo, n. 65, 2010, p. 61-93.
[36] Miller, J.-A. El ultimísimo Lacan. Buenos Aires: Paidós, 2006, p.175
[37] Ibid. p.180

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